O bloqueio de leitos da UTI neonatal do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma, segue causando preocupação entre familiares e profissionais da saúde. A unidade, referência para atendimentos neonatais em todo o Sul de Santa Catarina, permanece sem receber novos pacientes após a identificação de casos de colonização por bactéria multirresistente do tipo KPC em recém-nascidos internados.
Em uma das mensagens divulgadas, surgiram ainda alegações sobre a utilização de materiais inadequados para limpeza devido à falta de insumos apropriados, aumentando a apreensão entre familiares de pacientes internados na UTI neonatal.
Procurada pela reportagem, a direção do hospital confirmou, por meio de nota oficial, a presença da bactéria multirresistente em pacientes da unidade. Conforme o HMISC, situações desse tipo são consideradas ocorrências conhecidas em hospitais de alta complexidade, especialmente em UTIs neonatais, exigindo monitoramento constante e protocolos rigorosos de biossegurança.
O hospital informou ainda que não há previsão para reabertura da UTI neonatal para novas internações. Segundo a instituição, o retorno dos atendimentos ocorrerá apenas quando os pacientes deixarem de apresentar a bactéria.
Ainda conforme a nota, medidas preventivas e assistenciais foram adotadas imediatamente após a identificação dos casos, incluindo reforço nas rotinas de higienização e desinfecção, ampliação das medidas de precaução, monitoramento microbiológico contínuo e revisão dos fluxos internos da unidade.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Criciúma e região, Cleber Cândido, afirmou que a entidade também busca entender o que ocorreu dentro da unidade e se houve alguma falha nos protocolos de higienização que possa ter contribuído para a situação.
Segundo ele, além da preocupação sanitária, existe um clima de tensão entre trabalhadores da unidade após relatos de atrasos salariais envolvendo parte dos funcionários terceirizados da área de higienização. “A situação é complexa. Muitos trabalhadores ficaram desanimados porque parte deles teria ficado sem pagamento no fim de semana, o que gerou desconforto e faltas. Agora vamos tentar entender o que aconteceu e se houve alguma falha no protocolo de higienização”, afirmou Cleber Cândido.
O objetivo é adequar as medidas de isolamento à necessidade dos catarinenses com segurança.
A paciente deu entrada no Hospital no dia 21 de março, e no dia 27 foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva, onde precisou receber ventilação mecânica.
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