O ranking FipeZap dos preços médios dos imóveis residenciais em 56 cidades mostra queda na valorização imobiliária, conforme o relatório referente ao mês de abril divulgado nesta semana. Balneário Camboriú e Itapema seguem liderando a lista do metro quadrado mais caro do Brasil, enquanto Itajaí, que chegou a ficar em terceiro em 2025, caiu pra quinta posição.
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As cidades da região tiveram taxas de valorização entre as menores dos últimos anos, marcando um início de ano pior pra todos. Os preços ficaram quase estagnados entre março e abril na região. Na variação acumulada do ano, BC soma 1,30%, chegando a R$ 15.185 o preço do metro quadrado. Em 2025, no mesmo período, a alta tinha sido de 4,53% na cidade.
Itapema segue “colada” em BC no ranking, com preço médio de R$ 15.179, com alta de apenas 2,15% em 2026, até abril. No ano passado, no mesmo período, a variação foi de 3,91%. Já Itajaí acumula alta de 1,75% no ano, diante do resultado de 5,61% em 2025. A cidade caiu da quarta pra quinta posição em março e não conseguiu recuperar o posto de Florianópolis em abril, ficando com preço médio de R$ 13.166.
Se for considerar as taxas de valorização acumuladas nos últimos 12 meses, os resultados foram os menores desde 2021. No geral, a valorização teve alta em quase todas as cidades, mas com taxas menores. A média foi de 0,51% em abril, sendo o melhor mês até o momento, com variação acumulada de 1,53% no ano, resultado ainda abaixo da inflação calculada pro período, de 2,83%.
Os efeitos nos preços e na rentabilidade no setor já estariam ligados aos impactos da guerra do Oriente Médio, que afeta os gastos com insumos da construção civil, pressiona os custos e gera incertezas no mercado, associados a fatores econômicos e políticos internos. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o cenário é de crescimento mais moderado. A entidade reduziu a projeção de alta no setor para 2026, de 2% para 1,2%.
Mesmo diante de um cenário econômico mais desafiador, Itajaí segue apresentando valorização positiva no mercado imobiliário, segundo análise do Sinduscon Foz do Rio Itajaí. O sindicato registra que a cidade acumula alta de 4,83% nos últimos 12 meses, além de valorização de 1,75% no acumulado deste ano.
Para a entidade, o mercado imobiliário vive um momento de maior cautela em todo o país, reflexo principalmente de fatores macroeconômicos e internacionais. A taxa Selic elevada há um longo período, atualmente em 14,5%, impacta diretamente o crédito imobiliário, reduz o poder de compra e faz com que muitos investidores adiem decisões, informa.
Além disso, o cenário internacional também influencia a economia brasileira. O Sinduscon ressalta que os conflitos no Oriente Médio impactam, pois afetam custos, pressionando insumos da construção civil.
Mesmo diante desse contexto, o setor analisa que Itajaí continua demonstrando força. A cidade permanece com o metro quadrado entre os mais valorizados do Brasil, com o valor de R$ 13.166,00. Para o sindicato, isso mostra que, apesar de uma desaceleração natural no ritmo de crescimento após anos muito intensos de valorização, o mercado local segue sólido e atrativo.
Itajaí mantém fundamentos muito fortes, como geração de empregos, crescimento populacional, desenvolvimento portuário, força logística, expansão urbana e qualidade de vida. Esses fatores, segundo o Sinduscon, continuam sustentando a demanda habitacional e o interesse de investidores.
João Batista; jornalista no DIARINHO, formado pela Faculdade Ielusc (Joinville), com atuação em midia impressa e jornalismo digital, focado em notícias locais e matérias especiais.
