A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde, participou na quinta-feira, 5, de reunião na Prefeitura de Biguaçu sobre o aumento de moscas em localidades do interior do município, como Três Riachos, Encruzilhada, Alto Biguaçu e Rússia. As vigilâncias sanitária e epidemiológica do Estado, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), e representantes do município, inclusive da Secretaria do Meio Ambiente, estão alinhando ações para buscar uma solução e resolver o problema.

Na reunião, os órgãos apresentaram as avaliações técnicas feitas até o momento. Segundo eles, o principal fator associado à proliferação dos insetos é o manejo do esterco avícola usado como adubo em grameiras da região: com as chuvas, o material não chegou ao grau de secagem adequado.

Foi criado um grupo de trabalho, com um plano de ação em que cada instituição atua na sua área de competência. Nesta sexta-feira, 6, estão previstos o teste de um inseticida biológico contra as moscas adultas e o início do mapeamento das propriedades produtoras pela área ambiental.

A equipe regional de vigilância epidemiológica da SES também foi aos bairros afetados para avaliar a situação e orientar os moradores. “A saúde está presente acompanhando o território junto com o município. Nosso papel é monitorar qualquer impacto na saúde da população e orientar as famílias, enquanto os órgãos responsáveis atuam na origem do problema”, afirma o superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Fábio Gaudenzi.

Nas próximas semanas, a SES vai reforçar, com a Atenção Primária do município, o monitoramento das doenças diarreicas agudas nas localidades, além de apoiar o grupo de trabalho com informações de saúde. Até o momento, não há registro de problemas de saúde associados à situação. A orientação aos moradores é manter alimentos cobertos, lixo bem fechado e, se possível, telas em portas e janelas. Em caso de diarreia, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima.